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PET/CT

PET/CT

O exame PET (Positron Emission Tomography – Tomografia por Emissão de Pósitrons) é atualmente o método mais efetivo de detecção de recidiva de neoplasias (1). Diversos estudos já demonstraram que o PET oferece significativas vantagens sobre outras modalidades de diagnóstico por imagem tais como tomografia computadorizada (CT) e a ressonância magnética (RM) no diagnóstico, estadiamento e seguimento de diversas patologias. Em 2005, mais de 1.100.000 destes exames foram realizados em mais de 1700 locais apenas nos EUA (1).

O principal substrato utilizado para realizar exames PET é o FDG-18F, 2-flúor-desoxiglicose marcada com flúor-18. Como um análogo da glicose, distribui-se pelo corpo e é captado pelos tecidos da mesma maneira que este açúcar, que é um dos principais “combustíveis” utilizados pelas células. Da mesma maneira, tecidos neoplásicos, devido à sua característica de crescer desordenadamente, possuem alta atividade metabólica, consumindo muita glicose e, portanto, FDG-18F, sendo esta a razão do uso do FDG-PET em oncologia.

A capacidade do PET, utilizando o FDG-18F, explorar as diferenças bioquímicas entre o tecido normal e o neoplásico resulta no seu uso para caracterizar lesões cuja natureza neoplásica seja indeterminada através das modalidades convencionais de imagem (CT e RM) e para estadiar a distribuição da patologia.

Devido a estas características, o PET é considerado particularmente eficiente em identificar se há ou não câncer, se houve ou não disseminação neoplásica, se o câncer está respondendo ao tratamento e se houve recidiva após o tratamento (1).

As neoplasias para as quais o PET é considerado particularmente útil são as de pulmão, cabeça e pescoço, cólon e reto, esôfago, linfoma, melanoma maligno, mama, tireóide, pâncreas e cérebro (1).

Recentemente, há pouco mais de sete anos, foi desenvolvida uma máquina híbrida, capaz de realizar de uma só vez imagens metabólicas do PET e imagens anatômicas de tomografia computadorizada (CT). Nascia assim o PET/CT, equipamento que desde o seu início teve uma ampla e rápida aceitação pela comunidade médica, disseminando-se de maneira impressionante. Com um grande volume de dados demonstrando performance diagnóstica e logística superior dos exames PET/CT com FDG-18F em comparação aos exames PET e CT separados para diagnóstico, estadiamento, reestadiamento e monitoração do tratamento de uma grande parte de cânceres, a proliferação de sistemas PET/CT alavancou um grande crescimento de uso clínico da imagem do metabolismo glicolítico dos tumores (2).

No Brasil, os exames PET/CT começaram a ser realizados a partir de 2003, inicialmente restritos à cidade de São Paulo, depois Rio de Janeiro. Em 2006 este exame foi colocado à disposição da população de Brasília, sendo que milhares de pessoas já foram beneficiadas pela alta acurácia diagnóstica deste exame.

Convém ressaltar que a disponibilização desta tecnologia de ponta para o sistema de saúde traz, em uma análise final, redução dos custos como um todo, visto que diminui a necessidade de procedimentos invasivos diagnósticos, avalia melhor os pacientes para se decidir qual a melhor opção terapêutica e indica se um tratamento está sendo eficaz ou não, permitindo que se opte, muito antes do que se fazia previamente, por outras opções de tratamento.