Quem Somos
Laudos On Line
Informes Médicos
Diagnósticos
Diretor Técnico
Convênios Médicos
Radiologia On Line
Conheça Goiânia
Fale Conosco
Receba nossas novidades.
 
E-Mail

 

 

DISPLASIA FIBROSA

CASO CLÍNICO

Paciente do sexo feminino, 42 anos, com deformidade na hemiface esquerda, de longa duração, acompanhado de dor de caráter intermitente.

DISPLASIA FIBROSA

Por definição, displasia fibrosa é a substituição do osso normal por uma proliferação anormal do tecido fibroso, que causa lise em um ou em vários ossos, ou ainda, é uma lesão expansiva que substitue o córtex e a medula óssea normais por material fibroso desorganizado.

A etiologia é desconhecida. A doença atinge ambos os sexos.

A doença pode ser dividida em três grupos: 1) forma monostótica, 2) forma poliostótica e 3) síndrome de McCune-Albright.

A forma monostótica é a mais comum. As lesões podem ser assintomáticas, associadas a dor ou predispor a fratura patológica. Os locais mais afetados são as costelas e os ossos do crânio, especialmente os maxilares. O diagnóstico freqüentemente é feito entre as idades de 20-30 anos. Geralmente não há lesão cutânea associada.

Na forma poliostótica, um quarto ( ¼ ) dos pacientes tem mais que a metade do esqueleto envolvida pela doença. Pode haver comprometimento de um só lado do corpo. As lesões podem se distribuir de forma segmentar num membro, principalmente nas extremidades inferiores. Lesões craniofaciais são vistas em cerca da metade dos pacientes. O diagnóstico geralmente é feito na infância. A doença é mais grave e deformante em casos com início precoce.

A síndrome de McCune-Albright - diplasia fibrosa poliostótica, manchas café-com-leite e precocidade sexual - é mais comum nas mulheres (10:1).

Pode ocorrer transformação maligna da displasia fibrosa, com freqüência inferior a 1%. Sendo mais comum a degeneração sarcomatosa (osteosarcoma e histiocitoma fibroso maligno).

QUADRO CLÍNICO

Em geral, as lesões ósseas são diagnosticadas por causa da dor, deformidades ou fraturas. O envolvimento ósseo pode causar cefaléia, convulsões, anormalidades dos nervos cranianos, perda da audição, estreitamento do canal auditivo externo e hemorragias do couro cabeludo. Na síndrome de McCune-Albright ocorre precocidade sexual em mulheres, ocasionalmente antes do aparecimento dos sintomas esqueléticos. A pigmentação cutânea consiste em máculas marrom-claras ou escuras, com bordas irregulares, que tendem a se limitar a um lado do corpo.

RADIOLOGIA

As lesões apresentam-se como uma área radiotransparente, com borda lisa ou ondulada, bem definida, associada ao adelgaçamento focal do córtex ósseo. O osso afetado pode ter aparência leitosa ou de vidro fosco - espículas finas de osso entrelaçado, calcificado - e pode não ter trabeculação normal. A cortical pode sofrer erosão de dentro para fora, e o osso apresentar expansão. Na doença grave e crônica os ossos podem apresentar-se curvados ou deformados - coxa vara; deformidade femoral em cajado de pastor, e abaulamento da tíbia. A base do crânio e ossos da face apresentam acentuada esclerose e espessamento. O espessamento da parede orbital superior configura o sinal da piscadela ( neste caso os seios paranasais podem estar obliterados ). O envolvimento dos ossos da face é chamado leontíase óssea. A displasia fibrosa da mandíbula, querubismo. O comprometimento dos ossos temporais pode provocar perda progressiva da audição e obstrução do canal auditivo externo. A idade óssea pode estar avançada nas mulheres com a síndrome de McCune-Albright.

« Voltar

 

 


Instituto Goiano de Radiologia - IGR

Unidade 1 - Av. Goiás, 1000 - Centro - Fone: 055 (62) 3212-0333
Unidade 2 - Rua 84, 351 - Setor Sul - Fone: 055 (62) 3224-1940