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História
Goiânia foi fundada no dia 24 de outubro de 1933, pelo então interventor Federal em Goiás, o Sr. Pedro Ludovico Teixeira.
Pedro Ludovico na sua mensagem ao Brasil.
"Dirijo-me ao Brasil, ao ensejo da passagem do maior acontecimento já registrado em meu Estado."
"A ele, Brasil, entrego um grande ideal que se tornou em grande realidade - GOIÂNIA."
Pedro Ludovico também dizia: "A idéia da mudança da Capital, tivemo-la desde menino."
Ainda jovem, estudando a geografia de Goiás, notamos que a população de nossa capital era três vezes menor do que da cidade de Cuiabá, que naquela época era a segunda menor população das capitais brasileiras. Essa observação fortaleceu em nosso espírito o ideal mudancista, desejo que, mais tarde, com maior responsabilidade, na qualidade de homem público, administrador e dirigente político, nos levou a torná-lo realidade"
Projeto de Goiânia
Obra do urbanista Atílio Correia Lima, O projeto de Goiânia consistia da organização geral para o traçado da cidade , partindo de um núcleo central e se desenvolvendo em torno dele, com um plano diretor, compreendendo sistema de logradouros públicos; zoneamento da cidade; esgoto, luz e força; sistema de parques, jardins ruas e avenidas; áreas para serviço de limpeza e regulamento das construções. Atílio Correia Lima ainda recebeu a incumbência de projetar os edifícios do Centro Cívico: Palácio do Governo, Secretaria Geral do Estado, Diretoria Geral da Segurança e Assistência Pública, Palácio da Justiça, Palácio da Instrução e Quartel da Força Pública.
Diversas foram as razões que acabaram por determinar uma nova capital para o Estado de Goiás. Antigos governadores, no século passado, sentiam esta necessidade. Lino de Morais, no ano de 1830, mostrava o imperativo da mudança e dizia: "A mudança da Capital para uma região mais povoada e de comércio mais fraco, é uma medida a ser tomada com urgência". Em 1863, o governador Couto Magalhães afirmava: "Decaímos desde que a indústria do ouro desapareceu; a situação da cidade de Goiás era excelente quando a Província era aurífera. Hoje, porém, que está demonstrado que a criação de gado e a agricultura valem mais do que tantas minas de ouro existam pela Província, continuar a Capital aqui é condenar–nos à morte por inanição. Uma população de cinco mil almas, colocada em lugar desfavorável, não pode nada mais produzir para a sua nutrição".
Por outro lado, a Constituição Goiana de 1891 determinava em seu artigo 5º.: "A cidade de Goiás continuará a ser a Capital do Estado, enquanto outra coisa não deliberar o Congresso". Portanto, a possibilidade de mudança sempre existiu no subconsciente e no consciente do povo goiano. Era uma idéia justa, razoável que, como idéia força, cedo ou tarde seria realizada.

Vista aérea de Goiânia
Batismo Cultural
O Batismo cultural de Goiânia foi em 5 de julho de 1942. Estava inaugurada a mais nova Capital do Brasil. Do dia 1º a 11 de julho Goiânia viveu em clima de euforia, de festas, de discursos, de sessões solenes, de bailes e de inúmeras inaugurações de obras.
A cidade que nasceu da prancheta de Atílio Correia Lima e transformou- se na metrópole de hoje, com mais de 1.200.000 habitantes, plantada nos campos do município de Campinas.
Pedra fundamental
A pedra fundamental de Goiânia foi lançada a 24 de outubro de 1933, com o comparecimento de diversas caravanas chegadas do interior do Estado. Houve a missa solene, realizada pelo padre Agostinho Foster e celebrada com acompanhamento do coro de Santa Clara, em pleno altiplano, no local onde deveria ser construída a Praça Cívica. Após a missa, foi dado início à roçagem do lugar. E foi naquele momento que num vibrante discurso, Pedro Ludovico enfatizou: "Prevejo que, dentro de cinco anos, grande porção desta área destinada à futura cidade estará coberta de luxuosas e alegres vivendas.
A 20 de novembro de 1935, em meio a uma grande festa instalou-se o Município de Goiânia, onde Pedro Ludovíco já residia e afirmava: " Para melhor e mais rápido adiantamento das obras de construção da nova metrópole, transferi para cá a sede do Governo do Estado, trazendo comigo logo, a Secretaria - Geral que ficará também definitivamente".
Nome e instalação
"Petrônia", este foi o nome escolhido através de concurso em homenagem a Pedro Ludovico. Porém, pelo decreto de número 237, de 2 de agosto de 1935, que criou o município e a comarca da nova Capital, ela recebeu o nome de Goiânia.
Construído pelo Estado, o Grande Hotel representou um grande marco na história de Goiânia. Moderno, sofisticado, apartamentos de luxo, até então desconhecidos em Goiás, foi o local onde se hospedaram as grandes celebridades nacionais e os engenheiros que aqui vieram para construir Goiânia. Lá também se realizavam grandes bailes carnavalescos, festas da sociedade local, onde aos sábados ou domingos se reuniam para uma noitada de lazer.
Praça do Bandeirante
Localizada nos cruzamentos da Av. Goiás com Av. Anhanguera a Praça do Bandeirante, oficialmente denominada de Praça Atílio Correia Lima, numa homenagem ao arquiteto que projetou Goiânia, foi, é e ainda será o principal logradouro público de nossa Capital. Ali está a estátua de Bartolomeu Bueno da Silva, o Bandeirante, com sua Bateia, numa homenagem do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito de São Paulo aos goianos. A praça do Bandeirante como é chamada, foi palco de inúmeros comícios políticos nos tempos da UDN e do PSD, com alto – falantes poderosos, ampliando os discursos dos políticos que falavam para milhares de pessoas ali concentradas. Hoje, ali se concentram ainda alguns grupos políticos em campanhas diversas, tentando ganhar o povo que por ali passa. É a confluência de duas avenidas principais, que motiva um grande trânsito, embora, pela Av. Anhanguera naquele trecho só passem ônibus.
Bairro Popular
Criado para a classe média, principalmente funcionários públicos, o Bairro Popular, pela situação privilegiada, junto ao Centro, acabou sendo absorvido por este, e hoje, por lei, é considerado Setor Central. Casas populares foram construídas nas ruas abaixo da Avenida Paranaíba, estendendo–se até a Av. Independência, numa região muito populosa, sem as grandes mansões, mas com casas confortáveis e modernas. Construídas inicialmente pela companhia construtora denominada Lar Brasileiro e pela firma Coimbra Bueno, formou–se também o setor dos militares que se transferiam para Goiânia, próximo à rua 74, com o quartel nas proximidades, numa quadra da Av. Independência. Lá morou também Alfredo Nasser.
Campinas
Popularmente conhecida por Campininha, Campinas, a cidade que serviu de berço para a nova Capital, hoje transformada em populoso bairro, sempre teve uma população muito bairrista, principalmente quanto ao seu clube de futebol, o Atlético, ali com seu Estádio Antônio Accioly, em homenagem ao notável desportista que foi o campineiro Antônio Accioly. Ali, Também aconteciam as festas carnavalescas nos anos 30 e 40, que eram muito animadas, tendo a Praça Joaquim Lúcio como palco. A zona boêmia, com a casa da Maria Branca, na antiga Avenida Amazonas, hoje, Anhanguera, era o ponto de encontro dos rapazes com as jovens prostitutas que vinham de outros estados e de outras cidades de Goiás, sempre alegres e dispostas.
Campinas dos Padres Redentoristas, das irmãs do Colégio Santa Clara, que educou grande parte das moças que chegaram no começo de Goiânia. A Campininha dos Rodrigues de Moraes, do Licardino de Oliveira Ney, do João Dias, Boca Larga, do Evaristo Preto, do Jorge e José Pelles, do Bar da Avenida 24 de Outubro. Ali a terra de muitos pioneiros vivendo e ajudando Goiânia se desenvolver, mas ali permanecendo com suas tradicionais famílias.

Bosque dos Buritis
Bosque dos Buritis, diversões populares nas tardes de Domingo.
Lago das Rosas
Criado entre Goiânia e Campinas, na Avenida Anhanguera, o Lago das Rosas foi, sem dúvida, o principal ponto de concentração popular de diversão, onde aos domingos as famílias se divertiam à beira do Lago.
Ali foram construídos dois prédios que serviam para uso dos visitantes. O Castelinho, ocupado pelos estudantes sempre teve um papel importante na vida estudantil goianiense, pois servia de alojamento para os estudantes pobres e sede da UNE. Ao seu lado um outro prédio que servia de boate, bar, cassino, sempre freqüentado pelos boêmios da cidade.

Principais pratos da cozinha goiana:
Pamonha
Arroz com pequi
Peixe na telha
Galinhada
Pamonha
Considerado trabalhoso demais, o hábito de fazer pamonha em casa desapareceu em outros Estados. Neles a pamonha que se come vez por outra, fabricada por terceiros, da pamonha só tem o nome, com muito fubá e pouco milho verde. Pois o goianiense não se limita a fazer a pamonha tradicional: depois de cozida ele ainda a descasca e frita, certo de que o prazer justifica qualquer trabalheira. Nas pamonharias, ou em carrinhos de rua, a iguaria é encontrada sem dificuldades, virando uma atração tipicamente regional.
Arroz com Pequi
Fruto do cerrado, o pequi, totalmente desconhecido em outros Estados, alegra a vida dos goianos que tem como seu prato tradicional o arroz com pequi.
Hotelaria
Goiânia possui excelente estrutura hoteleira, destacando-se o internacional Castro´s Park Hotel, padrão cinco estrelas, projetado dentro de padrões inovadores, com capacidade para mil pessoas, o Papillon, preferido pelos executivos para reuniões de negócios, o Bandeirantes, o Umuarama, o Kananxuê, o Tamandaré Plaza In, o Garden, o Plaza In Suitotel, o Augustus e o Samambaia.
Restaurantes
Em centenas de bons restaurantes com pratos do cardápio internacional e da comida regional, o visitante encontra um leque de opções para se alimentar bem. Galinhada com arroz e pequi, empadão goiano e peixe na telha são alguns dos pratos regionais mais apreciados. Goiânia tem os serviços de um bom aeroporto nacional e internacional, o Santa Genoveva; moderno terminal rodoviário e muitas locadoras de veículos. Por rodovia de primeira linha, fica a 200 quilômetros de Brasília e perto de mil quilômetros de São Paulo. Agora, com a Empresa Estadual de Eventos e Promoções, através do Centro de Cultura e Convenções, o Brasil e o mundo podem marcar encontros, seminários, conferências e convenções. Espaço funcional e instalações modernas com capacidade para promover vários eventos simultâneos.
Este Título foi concedido a Goiânia pela Sociedade Brasileira para a Valorização do Meio Ambiente-Biosfera.
Sedimentada em bases físico-geográficas criteriosas, em 1933, Goiânia foi batizada, como novo centro de poder e decisão do estado, difusor de progresso e depositário de uma proposta desenvolvimentista.
Seu aspecto urbanístico acompanhou as influências da Arquitetura Modernista, resultando em uma proposta de cidade moderna e planejada, inspirada nas chamadas Cidades-Jardim do século passado.
Goiânia, referência nacional em paisagismo
Praça do Cruzeiro
Grande número de funcionários divididos em equipes saem às ruas diariamente revezando–se das 7h às 23:30h nos serviços de plantio e poda de grama, plantio de árvores, ajardinamento, irrigação, produção de mudas, podas de árvores, combate a pragas e formigueiros. Graças a esse trabalho Goiânia é hoje referência nacional na área de paisagismo urbano. Mais de uma centena de administradores de cidades de todo país já visitaram a capital goiana em busca de um modelo de ornamentação pública.
Para manter a diversidade das plantas evitando o cansaço visual, a SPJ investe em pesquisas, para utilização de um número maior de espécies. Como nem todas as espécies são adequadas às condições de clima e temperatura, ou necessitam de manejo diferenciado e controle de pragas e doenças, a SPJ mantém um laboratório especializado em pesquisas com plantas ornamentais.
Localizado no Viveiro dos Buritis, vizinho à sede da Secretaria de Parques e Jardins, o laboratório vem suprir a falta de pesquisas na área de plantas ornamentais, e é inclusive equipado para pesquisas de melhoramento genético das espécies.
Praças e canteiros fazendo a cidade mais bonita
Além de proporcionar lazer às comunidades, as praças ajardinadas trouxeram vantagens à administração pública, já que a cidade, mais bonita, passou a inspirar mais cuidados por parte do cidadão, o que se faz notar na redução do nível de depredação de aparelhos públicos, como lixeiras e orelhões e também no maior asseio da cidade.
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